Chove. Muito. Está frio.
Grande lua vermelha paira no céu.
Parece um balão. Não, parece um óvni.
Ando pelas estruturas do pesadelo ou será sonho...
Bom, não sei, ando porque não sei o que fazer
Nesse castelo ou labirinto sem fim
Do sonho. Em que há chuva ácida
E uma enorme lua estranha e fria
Na sua cor quente, como se fosse
Um retrato da alma do mundo.
Ou da gente.
Escolho sorrir, acreditar,
Andar até o outro lado da sala
Ou corredor, o que quer que seja
Este lugar. Uma passagem me deixa ver
A esfinge.
Enigma e mistério, cinge
Toda a atmosfera, e como uma fera
Impávida e de certa forma móvel
Me sidera, me deixa azul e vermelho
Como essa lua no céu da clara
Manhã.
A esfinge transmuta todo o sonho
Que tivera. Agora é uma nova
Realidade, em que a esfinge reina,
Soberana.
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