domingo, 12 de outubro de 2014

Reina

Chove. Muito. Está frio.
Grande lua vermelha paira no céu.
Parece um balão. Não, parece um óvni.
Ando pelas estruturas do pesadelo ou será sonho...
Bom, não sei, ando porque não sei o que fazer
Nesse castelo ou labirinto sem fim
Do sonho. Em que há chuva ácida
E uma enorme lua estranha e fria
Na sua cor quente, como se fosse
Um retrato da alma do mundo.
Ou da gente.
Escolho sorrir, acreditar,
Andar até o outro lado da sala
Ou corredor, o que quer que seja
Este lugar. Uma passagem me deixa ver
A esfinge.
Enigma e mistério, cinge
Toda a atmosfera, e como uma fera
Impávida e de certa forma móvel
Me sidera, me deixa azul e vermelho
Como essa lua no céu da clara
Manhã.
A esfinge transmuta todo o sonho
Que tivera. Agora é uma nova
Realidade, em que a esfinge reina,
Soberana.

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