Meninenigma
Mas é mais
Magma
A força cava
A rocha maciça
E vem a lava
Mulhervulcão
Não fala não
Nem fala sim
Ela não fala
Ela vomita
Pura energia
Ctônica e plásmica
Ela é uma harpa
Que toca a música
Da minha razão
Quero dizer
Da minha ação
Quero dizer
Do que quero dizer
E do que quero
Seu nome é único
Mas também é rica
Em alterônimos
Os seus sincrônicos
Sons harmônicos são
Uma canção
Que me enche os olhos
E que eu colho
Cada vez que a olho
No banco da memória
Na banca da imagin/ação
Metafunção estetigótica
Luz parabólica
A sei de antemão
Mas não sei nada
Só sei da fada
Do seu brasão
Seu ser é rio
Corredeira e véu
De águas espumantes
Seu ser é mar
No seu infinito
Por navegar
Eu flibusteiro
E eu sou corso
Miro seu dorso
Sua face opala
O tempo inteiro
Na sala fechada
Das veras eras
E está na cara
Que ela é demais
É guerra e paz
E muito mais coisas
Amansa as feras
E tudo ousa
Tantas quimeras
Setas de Eros
De Hera e de Ceres
Ela é desses seres
Únicos no mundo
Dos que são rúnicos
Dos que vão fundo
No fundo da flor
E da floração
É com admiração
Genuína
Que miro a mina
Que estendo a mão
Nenhum comentário:
Postar um comentário